sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Eternas crianças...


Estavam brincando no balanço de um parquinho o Amor, a Dor e a Saudade. O Amor adorava ser impulsionado, não fazia idéia que as intenções da Dor e da Saudade eram bem diferentes.

Certa hora a Dor empurrou o Amor com mais força e inevitavelmente, ele caiu. Chorando como a pureza de uma criança, pedia ajuda para se levantar. A Dor sadicamente se deliciava com tal feito, mas a Saudade, não. Piedosa com o Amor foi buscar ajuda para socorrê-lo. O Amor, ferido, magoado e até furioso, negou inicialmente sua ajuda, alegando que ela também havia contribuído para sua queda. Nesse instante a Saudade explicou que havia uma diferença, aqueles que pudessem considerá-la com uma amiga, ela seria capaz de auxiliar inesperadamente, trazendo o Tempo com o remédio do perdão.

E assim, o Amor aceitou a ajuda. O Tempo lhe ofereceu o perdão e todos juntos foram brincar de equilíbrio na gangorra, onde a vida já sabia descer sem se machucar. Quanto à Dor, ninguém a viu durante muitos anos...

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